
A mostra “Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba (r. Marechal Hermes, 999, Centro Cívico), aberta em 20 de março, poderá ser visitada até 10 de agosto: de terça a domingo, das 10h às 18h, acesso até 17h30; acesso gratuito às quartas feiras.
A mostra apresenta uma coleção de obras inéditas do artista, com aproximadamente 60 pinturas e desenhos, a maior parte selecionadas do acervo particular do colecionador Walter Gonçalves, além de cinco obras-primas pertencentes ao MON, com curadoria da artista Eliane Prolik. Até o fim de junho aproximadamente 80 mil pessoas passaram pela exposição.
“Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção” originou-se do livro homônimo sobre o artista. A publicação, disponível em versão impressa e on-line, possui um conteúdo com cerca de 200 páginas, com textos críticos de Adolfo Montejo Navas, Eliane Prolik, Ronaldo Brito e Walter Gonçalves sobre a representatividade de Bakun nas artes visuais, não só no Paraná, mas em esfera internacional. A curadora ressalta que é a primeira vez que a produção gráfica do artista é merecedora de especial atenção.

Paranaense de descendência eslava, Bakun foi um pintor autodidata, que encontrou sua expressividade na prática e na experimentação, por meio de uma forte ligação entre ser humano, paisagem e natureza. “Nos 30 anos de trabalho, adotou poucos preceitos da pintura e da perspectiva, para a construção do espaço pictórico, o artista inventava de modo intuitivo suas próprias soluções. É desse embate direto que surge a afirmação de uma singularidade em sua obra. Sua paleta autoral de amarelo, azul e verde remete a uma brasilidade”, ressalta Prolik.
Neste período em exposição, a equipe de Ação Educativa do projeto realizou mais de 50 visitas com turmas de escolas municipais e estaduais, estudantes de arte, universitários(as), além de grupos de interessados(as), de todas as faixas etárias e de vários locais do Estado.
Até o fim da mostra, há vários agendamentos marcados que têm como objetivo aprofundar, com conhecimento e informação, sobre o trabalho de um dos mais importantes artistas brasileiros.
No mesmo andar da exposição, no subsolo, sala 11, o Centro de Documentação e Referência do museu também disponibiliza um acervo sobre Bakun, com documentos inéditos, vídeos e materiais produzidos pelo Educativo especialmente para o projeto expositivo.

Miguel Bakun (1909-1963) nasceu em Mallet, no Paraná, de descendência ucraniana. Entra para a Marinha na adolescência, onde conhece o marinheiro e, posteriormente, o artista José Pancetti. Em 1931 vai para Curitiba e dedica-se às artes visuais como autodidata. Vive intensamente o ambiente artístico da cidade, expondo em galerias, museus e salões de arte. Considerado um dos pioneiros da arte moderna no Paraná, sua obra possui uma percepção muito sensível da natureza, tendo como principais temas as matas, pinheiros, árvores em floração, lagos e afins, regiões suburbanas e as vistas da cidade.
Suas obras foram recentemente exibidas nas mostras: Miguel Bakun: Natureza e Destino, Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo e Casa Andrade Muricy, Curitiba (2009); Miguel Bakun: Na Beira do Mundo, Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (2010); Aprendendo com Miguel Bakun – Subtropical, no Instituto Tomie Ohtake e uma individual na Galeria Simões de Assis, em São Paulo (2019); Gabinete Miguel Bakun, na feira Art Basel pela Galeria Simões de Assis, em Miami (2021); e na individual do artista, na Galeria Mendes Wood, em Bruxelas (2024).
A mostra “Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção” entra no rol das grandes exposições sobre o artista, um projeto que une obras inéditas, uma curadoria criteriosa, um livro, conversas críticas e atividades educativas coordenadas com a proposta, facilitando o acesso e fortalecendo o conhecimento do público da obra de Miguel Bakun, ações fundamentais para valorizar o patrimônio cultural do estado.
(Fonte: Palavra Assessoria de Comunicação)