
O Aizu Japanese Cuisine (al. Doutor Carlos de Carvalho, 2420, Bigorrilho, Curitiba) celebra neste 2025 seus 10 anos de operação consolidando o conceito inserido no Omakase, termo que significa “deixar nas mãos do chef”, mantendo o propósito original da casa, obra dos empresários Hilda Igarashi e Edison Azuma, que basearam o empreendimento em três pilares: gastronomia, atendimento e ambiente, com o toque de modernidade.
O nome Aizu homenageia a região de Aizu, na província de Fukushima – conhecida como o último reduto dos samurais e terra de alguns dos melhores arrozais e saquês do Japão.
Ao longo desta sua primeira década, mesmo diante de fatores adversos como a pandemia de covid – tempos em que se reinventou, criando um sistema de delivery com embalagens personalizadas e cuidadosa logística de entrega -, o Aizu renova sua proposta de apresentar ao público ingredientes então raros na cidade — como o atum Bluefin, vieiras frescas, o delicado Black Cod, trufas e foie gras — e propor uma experiência baseada não apenas no sabor, mas na estética, na precisão técnica e na fluidez da hospitalidade nipônica.

Nas comemorações dos 10 anos, o menu assinado pelos chefs da casa Marcos Furtado e Cristiano Felde, ganha o reforço de André Kawai, do premiado San Omakase, do Rio de Janeiro, detentor de uma estrela Michelin. Essa colaboração, mais do que uma ação pontual, sinaliza um novo ciclo: a possibilidade de incorporar definitivamente o serviço de balcão, onde o gesto e o tempo do chef passam a ser parte ativa da refeição.
A experiência começa com leveza: Ussuzukuri de robalo com mix de folhas. O Tartar de chü-toro com caviar Polanco é um encontro de untuosidade e brilho marinho, enquanto a vieira grelhada com azeite de horenso traduz sofisticação vegetal. Nos sushis, o Niguirizushi de Akami com foie gras é um dos pontos altos que marca a densidade do fígado e a mineralidada do corte vermelho do atum. Já o Oshizushi de Sabá, prensado e levemente avinagrado, revela o toque clássico.
Entre os quentes, o Wagyu com Ponzu, Daikon Oroshi e shissô é puro conforto e técnica. A manteiga emula umami sem sobrepor-se à carne, enquanto o toque cítrico limpa o paladar com maestria. A sequência termina com o Chawanmushi, um pudim salgado de origem ancestral. Finaliza com a dualidade entre Yogashi (influência ocidental) e Wagashi (confeitaria japonesa clássica), selando a experiência.
Para os próximos 10 anos – como destacam os fundadores -, o Aizu pretende “continuar fiel a si mesmo. Constância, aqui, não é estagnação: é o compromisso de melhorar todos os dias, lapidar cada gesto e preservar aquilo que o tempo não desfaz — a confiança do público e a emoção do primeiro prato.”
Melhor restaurante japonês do Brasil. Classe, delicadeza, apresentação e sabor inigualável. Somos fãs incondicionais do Aizu há alguns anos. Parabéns dr Azuma, esposa e filhos. Parabéns Alysson pelo modo com que conduz o salão.
Tive uma primeira experiência no Aizu recentemente e pude testemnhar algo diferente, encantador. Sabores que surpreendem. Parabéns! Privilégio nosso, Curitibanos, ter algo assim em nossa cidade. Certamente , um candidato a nossa Primeira Estrela Michelan em Curitiba.