Um banquete árabe

Uma sucessão de pratos frios, com destaque para o burj

De um pequeno espaço onde mal cabiam poucas mesas, num trecho inicial da avenida República Argentina, ao endereço atual (r. Coronel Dulcídio, 572, Batel), após uma prolongada estada em um belo casarão no alto da Vicente Machado, o Nayme Culinária Árabe não só passou a habitar uma região mais ‘cosmopolita’, pela variedade e padrão da vizinhança, em termos comerciais, como consolida a fidelidade da freguesia e conquista novos adeptos pela qualidade de sua comida.

E onde está o segredo deste sucesso? Basicamente, no capricho do ambiente e dos preparos da chef e proprietária Yasmin Zippin Nasser, e à fidelidade às receitas criadas e legadas pela avó Nayme, combinando ingredientes selecionados à elaboração e apresentação dos pratos. O cardápio do Nayme é um verdadeiro banquete árabe.

Na nova casa, os salões exibem objetos de decoração vintage, belos quadros e retratos de família, heranças da matriarca. Há ambientes distintos, internos e externos, um deles, por exemplo, permitindo a formação de uma longa mesa para almoços ou jantares mais concorridos. E o horário de atendimento não tem intervalos: diariamente, das 12h às 23h, o que significa que, no meio da tarde, é possível pedir um prato executivo do almoço, ou. mesmo dedicar bons momentos de lazer na chamada ‘happy hour’.

Nos pratos quentes, paleta e pernil de cordeiro, quibes, kaftas e companhia

À mesa do Nayme não podem faltar o famoso pão árabe gigante, assado na hora, com condimentos como azeite de oliva e zattar, um tempero especial, e o conjunto de pastinhas formado pelo labne (coalhada), hommus (de grão de bico) e babaghanouj (de beringela), além de uma de pimentões vermelhos (muhamra). Há uma lista de saladas, começando pelo clássico tabule, que segue com os pratos frios, cujos exemplares incluem o quibe cru e o burj, que intercala camadas de quibe cru, tabule e carne refogada com nozes, amêndoas e castanhas, finalizadas com coalhada e cebolas crocantes.

Detalhes na apresentação dos pratos é uma das marcas da casa

Há uma variedade de esfihas e versões de quibe frito e assado, de arroz com especiarias, kaftas, falafel e charutinhos, de folhas de parreira ou de repolho. A paleta e o pernil de cordeiro, com acompanhamentos, podem servir de quatro a cinco pessoas. E há muitos outros pratos individuais, onde a apresentação antecede e se complementa com a gama de sabores. E um cardápio vegetariano e opções de almoço executivo.

Nas sobremesas, aqueles irresistíveis doces árabes, liderados pelo Ataif, crepe árabe recheado com nozes, amêndoas e castanhas e regado com calda de água de rosas e flor de laranjeira, seguido pelo Baklewa, de massa folhada, e do Mhallabye, um manjar libanês com calda de damascos, entre vários outros. A carta de drinks, além dos clássicos, exibe uma seleção de exclusivos onde o licor de romã, pontifica. Além do sabor ímpar, conquista pelo visual.

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