Choro Cruzado celebra centenário de Moacir Santos

Choro Cruzado, quatro anos dedicados aos clássicos do choro/fotos: Nicolas Salazar

Para celebrar os 100 anos de um dos grandes nomes da música brasileira, o quinteto Choro Cruzado apresenta, neste fim de semana – sábado, às 20h, e domingo, às 19h -, no Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural (av. República Argentina, 3430, Curitiba), o espetáculo “Choro Cruzado convida Daniela Spielmann – Centenário Moacir Santos”.

No palco os músicos vão relembrar algumas obras de Moacir Santos que é marcada pelo encontro entre a música instrumental brasileira, o choro, o jazz e as matrizes afro-brasileiras. Os ingressos, com preços populares de R$ 7,50 (meia) e R$ 15, já estão à venda pelo site Comprenozet.

Formado por Rodrigo Milek (clarinete e clarone), Marcela Zanette (flauta), Victor Romero (cavaquinho), Lucas Melo (violão de 7 cordas) e Otto Lenon (pandeiro), o Choro Cruzado desenvolve um trabalho dedicado ao choro e à música instrumental brasileira, com arranjos próprios e diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Daniela Spielmann, saxofonista e flautista

Para os shows em homenagem à Moacir Santos, o quinteto paranaense recebe a saxofonista e flautista carioca Daniela Spielmann, referência da música instrumental brasileira, e conta ainda com a participação especial da cantora Ana Decker.

Sobre a escolha do repertório, os integrantes explicam que fizeram uma seleção criteriosa de composições do maestro Moacir Santos que pudessem ser apresentadas a partir da formação original do quinteto e de seus convidados. O resultado é um projeto que celebra a obra de um grande compositor brasileiro e reafirma sua vitalidade e contemporaneidade na música brasileira.

Antes dos shows, na sexta-feira 6, às 19h, haverá um bate-papo com os músicos no Conservatório de MPB (r. Mateus Leme, 66). A conversa, com entrada franca, será mediada pelo jornalista e produtor cultural Rodrigo Browne. Entre os assuntos que serão apresentados está a trajetória artística de Moacir Santos e a importância de sua obra no cenário da música global.

Compositor, arranjador, multi-instrumentista e maestro, Moacir Santos completaria 100 anos em julho. O pernambucano Moacir Santos é apontado pela crítica especializada como um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos, com uma extensa obra que se destaca pela fusão de ritmos afro-brasileiros com o jazz. Nascido no sertão pernambucano, na região de Serra Talhada, o maestro aprendeu a tocar os instrumentos de banda marcial ainda criança. O músico morreu em Los Angeles, onde morava, em 2006, aos 80 anos, em decorrência de um derrame. Sua canção mais conhecida é “Nanã”, que homenageia a orixá mais antiga das religiões afro-brasileiras, e foi gravada por uma centena de artistas, como Nara Leão, Sérgio Mendes e Tim Maia. O músico tem parcerias com Vinicius de Moraes, Nei Lopes, Geraldo Vandré, Gilberto Gil entre outros nomes da música brasileira.

(Fonte: RB – Escritório de Comunicação)

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *