Um novo olhar sobre o acervo da Casa Museu

Galeria semicircular une todos os ambientes da Casa, com pinturas de grandes mestres/ fotos: Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

A Casa Museu Ema Klabin (r. Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo) promove a partir deste sábado 24, e até 16 de dezembro, a exposição ReviraVolta, com curadoria de Paulo de Freitas Costa, na qual o público poderá apreciar obras importantes que nunca foram expostas nos 15 anos dessa instituição cultural paulistana.

Entre elas, uma rara ânfora de alabastro, recentemente restaurada, pois havia sido quebrada em várias partes quando Ema Klabin, a empresária mecenas, para ali se mudou. E duas folhas de pergaminho que revelam a criatividade de um dos maiores falsificadores da história, o Falsificador Espanhol, cuja verdadeira identidade nunca foi revelada. Suas obras estão espalhadas em grandes museus pelo mundo, comercializadas e leiloadas por valores semelhantes aos das obras autênticas. Uma exposição online dedicada ao Falsificador Espanhol em 2021 ainda está disponível no site da Casa Museu, mas agora será possível ver as obras no quarto principal da Casa Museu.

O quadro Rio de Janeiro, de Tarsila do Amaral, ganha destaque na galeria principal.

Outras obras que devem chamar a atenção do público são gravuras raras como a litogravura Fauno Músico Nº 3, de um dos mais importantes artistas do século XX, o espanhol Pablo Picasso. Além da gravura As Tábuas de Moisés (séc. XX) da artista Isabel Pons e as gravuras Enterrar y Callar e Caridad da série Os Desastres da Guerra (c.1810) de Francisco de Goya, que trazem um relato dos horrores da invasão napoleônica na Espanha.

Sobre a mostra, destaca o curador Paulo Costa, que também foi responsável pela catalogação e pesquisa da Coleção Ema Klabin: “De um lado, buscamos arranjos inéditos, que tragam novos significados e permitam uma compreensão mais ampla da coleção. Por outro, em alguns pontos da casa, retomamos a distribuição exatamente como era no final da vida de Ema, para que possamos avaliar, junto ao público, as escolhas feitas na época da abertura da casa”.


A residência de Ema Klabin foi inspirada no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, Alemanha

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 foi construída pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker em meados dos anos 1950, para abrigar a Coleção de Ema Klabin e foi decorada pelo célebre Lotteringhi Della Stufa. Mas a coleção dobrou de tamanho até o final da vida da colecionadora e muitas obras importantes acabaram sendo dispostas em locais de pouca visibilidade na casa. Com a exposição ReviraVolta, muitas dessas obras ganharão novo destaque.

Rio de Janeiro (1923), de Tarsila do Amaral, deixa o quarto de hóspedes para entrar na galeria principal, ao lado da Vista de Olinda (c. 1650), de Frans Post. A tela No Campo (À la campagne, 1925), de Marc Chagall, deixa a sala de música para decorar o quarto principal. Até mesmo o Jardim da Casa Museu Ema Klabin, projetado por Roberto Burle Marx, vai participar da ReviraVolta. A escultura japonesa em bronze fundido Eva (1964), do artista Kakei Goro, entra na casa para decorar o pátio interno.

A exposição ReviraVolta, que tem patrocínio da Klabin S.A., pode ser visitada de quarta a sexta-feira por grupos acompanhados por educador; nos finais de semana e feriados, as visitas são livres, às 11h, 14h, 15h15 e 16h30. Não é necessário agendamento prévio.

Instagram: @emaklabin

Facebook:  https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Twitter: https://twitter.com/emaklabin

 

Compartilhar: