
Restaurante muitas vezes premiado – 13 vezes pela Veja Comer & Beber, entre outros -, o Dom Max (hoje na rua Petit Carneiro, 394, Água Verde, em Curitiba, mas que começou na Tenente Max Wolf Filho, no mesmo bairro, de onde tirou o nome) comemora neste março 30 anos de operações.
Ao longo dessas três décadas, marcou presença com seu cardápio onde desfilam exemplares como Macarrão Ernesto, Berinjela gratinada, Mignon shitake gengibre, Mignon à parmegiana (um dos mais pedidos), Risoto de abobrinha com mignon na crosta de castanha, barreado e a tradicional feijoada dos sábados com samba e chorinho.
Além dos pratos principais, o restaurante também ficou conhecido pelas comidinhas de boteco e porções para compartilhar, que ajudam a compor o clima descontraído da casa.
Antes de abrir o Dom Max, Paulo Zanatta passou oito anos na Europa estudando teatro. Para se manter no período em que viveu no exterior, trabalhou em bares e restaurantes, onde acabou desenvolvendo interesse e experiência na gastronomia. Ao retornar ao Brasil e escolher Curitiba para viver, decidiu abrir o próprio negócio, unindo duas paixões: a cultura e a boa comida.

No início, o Don Max funcionava apenas durante o dia. Com o tempo, passou a abrir também à noite para atender o público que saía dos teatros da cidade. Foi nesse período que Paulo começou a criar pratos próprios e adaptar receitas que conheceu na Europa. Nos primeiros anos, a casa também ficou conhecida pelo rodízio de petiscos, que ajudou a atrair os primeiros frequentadores.
Histórias curiosas marcam o início da casa. Em alguns momentos, Paulo atendia sozinho. Quando a cerveja estava acabando, ele pegava a bicicleta e ia até uma padaria próxima buscar mais garrafas geladas. Enquanto isso, os próprios clientes se serviam das bebidas e anotavam o consumo em um papel até que ele retornasse.
O crescimento do restaurante ao longo dos anos também trouxe mudanças ao entorno. Durante muito tempo, o Don Max funcionou no meio da quadra da rua Tenente Max Wolf Filho. O movimento intenso de clientes acabou se tornando uma marca do local. Era comum ver frequentadores sentados nos banquinhos na calçada do outro lado da rua enquanto aguardavam uma mesa ou simplesmente aproveitando o ambiente descontraído. Com o passar do tempo e o aumento do fluxo na região, a Prefeitura acabou alterando o sentido da via, que deixou de ser mão dupla.

No final de 2025, o restaurante iniciou uma nova fase ao assumir um espaço maior na esquina com a rua Petit Carneiro, ampliando a estrutura para atender melhor o público que cresceu ao longo das décadas.
Nos finais de semana à noite, o Don Max também atrai o público pela programação musical. A casa possui um palco para apresentações e costuma valorizar músicos locais, muitos deles já conhecidos do público curitibano.
Com o passar do tempo, o Don Max também se transformou em um ponto de encontro de artistas que passam por Curitiba. Nomes do teatro, da música, do humor e do esporte estão registrados nas paredes da casa, ao lado de clientes que, ao longo dos anos, acabaram se tornando amigos.
Em 2004, uma frequentadora da casa, Márcia Almeida, formada em Administração, passou a auxiliar Paulo na organização financeira do negócio e acabou se tornando sócia do Dom Max.
(Fonte: ACE Comunicação)
