Imigração coreana, seis décadas de história

As famílias coreanas pioneiras desembarcaram em Paranaguá em 12 de janeiro de 1966/fotos: Kap In Kim (José)

Os 60 anos da Imigração Católica Agrícola Coreana no Brasil vão ser tema de exposição no saguão da Biblioteca Pública do Paraná, entre 24 de junho e 10 de julho, com visitas das 8h30 às 20h, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 13h, aos sábados.

A mostra objetiva preservar a memória coletiva da comunidade, valorizar a educação e a fé como pilares de desenvolvimento e difundir a cultura coreana. São painéis com fotos históricas, imagens da viagem dos imigrantes, a instalação na Fazenda Santa Maria, notícias da época e marcos da colônia.

Também fará parte da exposição uma série de livros bilingues doados pela Associação dos Coreanos, entre eles romances, livros de arte, livros sobre as tradições e a cultura do país e uma pequena coleção infanto-juvenil que fazem parte do acevo da Biblioteca.

Em 17 de novembro de 1965, 53 famílias católicas coreanas partiram do Porto de Busan e chegaram ao Rio de Janeiro em 9 de janeiro de 1966, com apoio do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário, do Itamaraty e de órgãos da Igreja Católica brasileira.

Uma das fotos da exposição na Biblioteca

No Paraná, desembarcaram em Paranaguá, em 12 de janeiro de 1966, seguiram de trem por Castro até Ponta Grossa e Tibagi, onde ergueram a Fazenda Santa Maria. Construíram casas de madeira, prepararam a terra manualmente para arroz e batata, e criaram granjas para sobrevivência.

Valores como disciplina, coletividade, perseverança e ética no trabalho impulsionaram o seu desenvolvimento. Apostando na educação, os jovens percorriam 35 quilômetros diariamente para estudar, superando barreiras linguísticas e culturais. Muitos se formaram em medicina, direito e engenharia, migrando do campo para as cidades.

O investimento em educação reflete-se no florescimento da cultura coreana no Brasil. O Paraná tem atraído grandes empresas como a LG, bem como festivais de cinema (Koff) e gastronomia (Hallyu Korean Fest), além dos fenômenos globais K-Pop, K-Drama e K-Beauty, que conquistam o país.

“A educação sempre foi um pilar muito forte em nossa cultura. Realizar esta exposição na Biblioteca Pública do Paraná tem um significado especial, pois é um local de grande circulação de estudantes e também da comunidade paranaense, da qual também fazemos parte”, comenta Myong Jae Han, membro da Comunidade Coreana.

(Fonte: Sorttie Comunicação)

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