Museus-Casas têm encontro em São Paulo

Interior da Casa Museu Ema Klabin, local do evento/foto: Nelson Kon/acervo da instituição

Com o tema “A memória das casas brasileiras”, a Casa Museu Ema Klabin (r. Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo promove dias 22 e 23 de junho (segunda e terça-feira) o 18º Encontro Brasileiro de Museus-Casas (MuCa).

O evento promove discussões sobre caminhos, desafios e possibilidades desses espaços, reunindo especialistas de diferentes regiões do país. A programação desta edição será inteiramente online, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Casa Museu Ema Klabin.

Mais do que preservar edificações históricas, esses espaços desempenham um papel fundamental na conservação de memórias individuais e coletivas. São lugares onde a história se manifesta em detalhes cotidianos, revelando hábitos, valores e experiências que ajudam a construir a identidade cultural brasileira.

A proposta do encontro dialoga com a reflexão do arquiteto e teórico finlandês Juhani Pallasmaa, para quem o lar não é apenas um edifício, mas uma condição complexa que reúne memórias, desejos, rotinas e experiências acumuladas ao longo do tempo. Essa perspectiva amplia o entendimento sobre a importância das casas como patrimônios culturais vivos.

Nos dois dias serão realizadas palestras, debates e quatro mesas-redondas com profissionais do setor: Casas históricas e seus múltiplos usos; Comunicação de museus-casas; Comunidade e território e Deslocamento e acolhimento.

Realizados anualmente desde 2007, os Encontros Brasileiros de Museus-Casas têm origem em um movimento internacional impulsionado pela criação, em 1997, do Comitê Internacional de Museus Casas Históricas (DEMHIST). No Brasil, entretanto, a discussão sobre o tema começou ainda antes, com os seminários promovidos pela Fundação Casa de Rui Barbosa entre 1995 e 2000, reconhecidos como iniciativas pioneiras na área.

Hoje, prestes a completar três décadas, o DEMHIST reforça o papel dos museus-casas como espaços de pesquisa, conservação e interpretação do patrimônio material e imaterial. São instituições capazes de estabelecer conexões entre passado e presente, contribuindo para reflexões sobre questões contemporâneas e sobre o futuro da sociedade.

Segundo o Guia de Museus-Casas Históricas do Brasil, publicado em 2013 e organizado por Ana Cristina Carvalho, idealizadora do evento, existiam cerca de 340 museus-casas distribuídos por todas as regiões do país. No entanto, a memória do habitar ultrapassa esse conjunto de instituições.

Ela também está presente em casas históricas com novos usos, museus comunitários, pontos de memória, iniciativas de museologia social e espaços de preservação vinculados às comunidades locais. É justamente essa diversidade que estará no centro dos debates do MuCa 2026.

Ao discutir as múltiplas formas de preservar e transmitir memórias, o encontro propõe uma reflexão sobre como as casas, sejam elas museus, patrimônios tombados ou espaços comunitários, continuam sendo lugares privilegiados para compreender a cultura, a história e as transformações da vida brasileira.

O evento conta com apoio da Klabin e apoio institucional do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo de São Paulo, Museu Casa de Portinari e Museu Mariano Procópio.

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira, 22 de junho

14h30 abertura do MuCa – 18º Encontro Brasileiro de Museus-Casas

14h35 Grupos nacionais do DEMHIST / DEMHIST Brasil

Paulo de Freitas Costa

Casa Museu Ema Klabin

Timna Seligman (vídeo)

DEMHIST

15h mesa 1 – Casas históricas e seus múltiplos usos

Débora Lima

Residência João Marino

Alice Colucci

Museu Mariano Procópio

Mediação

Beatriz Henriques

16h15 intervalo

16h45 mesa 2 – Comunicação de museus-casas

Marina Franco

Casa Museu Ema Klabin

Fluiz de Jesus

Museu Itamar Assumpção

Carolina Guastaferro

Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo de São Paulo

Mediação

Angelica Fabbri

ACAM Portinari

18h encerramento

Terça-feira, 23 de junho

14h30 mesa 3 – Comunidade e território

Nell Araújo

Casa das Histórias de Salvador

Maria Lúcia Santos do Nascimento Angelino

Museu Quilombola Gídeo Véio

Mediação

Clarice Pankararu

Museu das Culturas Indígenas

15h50 intervalo

16h20 mesa 4 – Deslocamento e acolhimento

Sandra Maria Teixeira

Museu das Remoções

Iran Giusti

Casa 1

Mediação

Benjamin Seroussi

Casa do Povo

17h50 – Dinâmica de encerramento com nuvem de palavras

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

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