
O livro que o jornalista, aquarelista, escritor e membro da Academia Paranaense de Letras Dante Mendonça lança neste sábado 1 de agosto, no Belvedere da praça João Cândido, em Curitiba, – “Sessão de Autógrafos” – é um saboroso passeio pelos bastidores das famosas tardes ou noites de autógrafos de gente famosa, ao longo dos tempos. Será das 11h às 14h em cenário emoldurado por uma pequena exposição de aquarelas do autor, que retratam “Guarás na paisagem paranaense”.
Dante, inclusive, busca as supostas origens dessa prática tão difundida no meio literário mundial que é a sessão de autógrafos e narra histórias interessantes. Desfilam pelas 161 páginas do livro – são 61 textos, incluindo o prefácio de Laurentino Gomes e colaborações de escritores -, figuras já encantadas, como Mário Quintana – que estaria completando 120 anos neste 2026 -, Fernando Sabino, Ziraldo, Paulo Leminski, Nelson Rodrigues, Ariano Suassuna, Rubem Braga, Jaime Lerner, Millor, os Veríssimo – Érico e Luiz Fernando -, Jorge Amado e tantos outros, alguns deles revelando os momentos de tensão diante de um possível fracasso do evento.
Numa de suas já inúmeras sessões de lançamento, a escritora gaúcha Martha Medeiros conta uma comovente história de um morador de rua, maltrapilho mas culto, que lhe foi pedir o autógrafo. Já Deonísio da Silva narra o autógrafo a um menino que, perguntado sobre o que queria ser quando crescesse, respondeu: “Quero ser correspondente da TV Globo, em Londres”. O nome do menino? Marcos Losekann, que realizou seu sonho anos depois.
O novo livro de Dante Mendonça é “para quem gosta de manusear livros de papel, conhecer ou revisitar autores e se perder nas prateleiras das livrarias”. Ele relata com humor as alegrias e vicissitudes de autores diante da folha em branco do livro, na hora de dar o autógrafo.
Catarinense de Nova Trento, Dante Mendonça pode ser considerado mais curitibano do que muitos que nasceram na capital paranaense. Desde que chegou a Curitiba, incorporou o espírito da cidade e se integrou a seus personagens mais icônicos. Começou sua vida profissional como chargista, ilustrador e diagramador dos jornais “O Estado do Paraná” e “Tribuna do Paraná”, atuando também como diretor de arte, editor e cronista de vários outros, ao longo de seus 40 anos de carreira.
Ocupa a cadeira número 1 da Academia Paranaense de Letras e é autor de obras – crônicas e romances – como “Maria Batalhão – Memórias Póstumas de uma Cafetina”, “O Diabo ataca no varejo”, “Diário da Pandemia”, “A Rua e a Bruma, a régua e o compasso”, “Retrato falado do Vampiro de Curitiba”, entre várias outras.
Desde 2010 se dedica também à aquarela, em imersão iniciada pelas ruas de Paris e com exposições em Curitiba, em Paraty, em São Joaquim e na Itália.
