
Entre os representantes brasileiros que participam, no domingo 20 de setembro, em São Paulo, da terceira edição do Sur Vermut, o maior encontro de produtores de vermute da América Latina, está um único representante paranaense: o Gargalo, produzido em Curitiba.
Serão 13 marcas participantes – de Argentina, Bolívia, Brasil, México, Paraguai, Peru e Uruguai – na HiFi Community, um antigo galpão reciclado na Vila Leopoldina (r. Mergenthaler, 1177), com bar, restaurante, espaço de tecnologia e pista de dança, onde desfilam ritmos como hip-hop, jazz, soul e groove, entre outros. Será um dia dedicado à degustação livre, workshops e à cultura do aperitivo.
Produzido em Curitiba há três anos, e há três anos participando do evento, o Gargalo nasceu com a proposta de explorar as possibilidades do vermute a partir de um olhar brasileiro com as cores e os sabores daqui. Em março deste ano, foi premiado na categoria “Melhor Design de Rótulo e Garrafa”, no Corazón de Vermut, na Cidade do México.
De acordo com os produtores, Gargalo faz uma releitura das técnicas ancestrais de produção da bebida. É um vermute rosado, floral, frutado e especiado, feito a partir de vinho branco e 15 botânicos infusionados em cachaça, produzido em pequenos lotes.
Semisseco, leve e cítrico, prioriza itens da cultura brasileira em sua receita, como cataia, catuaba, guaco e erva-mate tostada. Tem um final picante, marcado pela pimenta-da-jamaica e prolongado pela cachaça.
Rafael Antunes, idealizador e produtor do Gargalo, destaca: “O vermute funciona como um espelho do lugar onde é feito. Na Europa, carrega séculos de tradição. Aqui, estamos escrevendo um novo capítulo, e o caminho pra isso passa pela nossa própria botânica. Desde o início, o desafio do Gargalo foi olhar pro nosso quintal e perguntar: o que aqui pode virar um vermute? Cataia, catuaba, guaco, pixuri, aridã… cada botânico que escolhemos é uma forma de traduzir o Brasil num copo com cachaça, sem precisar imitar ninguém”.
Nesta edição do Sur Vermut, o Gargalo apresenta uma novidade: o rosso da marca, produzido a partir de um blend de vinhos branco e tinto e um repertório ainda mais amplo de botânicos nacionais. A receita explora o pixuri (a noz-moscada brasileira), favas de aridã (árvore de origem africana), sassafrás, erva-mate verde, folhas de graviola e dois tipos de artemísia,a alma de todo vermute.
Para quem pretende ir ao evento, o ingresso (R$ R$ 50, pela plataforma Sympla) dá acesso ao copo oficial do Sur Vermut, degustação livre nas bancadas dos 13 produtores, workshops sobre o universo do vermute e programação de música e gastronomia.
Informações: Instagram: @vermutegargalo
